Controle Integrado de Pragas

Programa MIP (Manejo Integrado de Pragas)

O manejo integrado de vetores e pragas urbanas envolve um conjunto de ações a serem implementadas, visando impedir que vetores e pragas sinantrópicas se instalem e se reproduzam no ambiente, através da adoção de medidas preventivas e corretivas, utilizando-se o máximo de competência técnica, bem como a correta aplicação de praguicidas.

Etapas do Programa MIP

- Planejamento

Refere-se a todas as atividades envolvidas previamente a qualquer ato de controle. Nesta etapa é fundamental a ampla integração entre as partes envolvidas, tanto entre os responsáveis pela execução futura, como aqueles que, embora venham receber a referida prestação de serviço, contribuem nos resultados a serem alcançados.

- Inspeção do local

Envolve a avaliação do local, incluindo a de estruturas edificadas, seu entorno e de pontos propícios para o acesso, desenvolvimento e instalação de vetores e pragas, identificação dos fluxos de entrada e saída de veículos, equipamentos, pessoas, animais, materiais, resíduos sólidos e efluentes.

- Identificação das espécies existentes e potenciais

Identificadas a partir da inspeção do local, através dos vestígios ou espécimes encontrados e de histórico relatado pelo contratante. Tais informações servem como indicativo para identificar o potencial de se tornarem pragas frente às condições ambientais.

- Determinação de objetivos

Dentro do conceito de nível de dano, seja à saúde, ao ambiente ou econômico, deve-se nesse momento estabelecer objetivos, metas e práticas a serem seguidas na execução.

- Execução

Compreende as medidas preventivas e curativas desenvolvidas em conformidade com os objetivos previamente estabelecidos na inspeção do local.
Compreende as práticas higiênico-sanitárias e adequação de estruturas utilizando barreiras físicas, visando redução ou exclusão de pontos falhos, reduzindo/impedindo o acesso de vetores e pragas oriundos de ambientes externos ou existentes no ambiente interno. Esse conjunto de medidas tem como finalidade a proteção do local.

- Controle

Quando as medidas preventivas forem insuficientes para atingir os objetivos traçados, métodos de controle devem ser empregados. Utilizando os dados obtidos durante a inspeção do local e de suas atividades, estabelecer qual técnica de controle pode ser implementada, podendo ser física, biológica, química ou a combinação dessas.

- Monitoramento

As ações executadas devem ter os seus resultados monitorados constantemente, visando determinar seu nível de eficácia, ajustes ou mudanças estratégicas. A freqüência do monitoramento é variável conforme os objetivos estabelecidos.

- Avaliação dos resultados

Os dados do monitoramento devem ser compilados de forma a organizar um histórico do local manejado, propiciando condições de análises de sazonalidade e rastreabilidade de ocorrências, facilitando assim os ajustes para objetivos futuros.
É parte fundamental do conceito de manejo integrado valorizar a informação contemplando a proteção ao operador, ao contratante e à sustentabilidade ambiental.